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Investir em Portugal

Começar a investir em Portugal sem saltar passos: primeiro a almofada, depois o produto, a corretora e os impostos. Para quem começa do zero e para quem já investe e quer fazer melhor.

Atualizado a 7 de outubro de 20267 ferramentas26 guias
Os números que contam
28%Taxa sobre mais-valias e dividendos, se não optares pelo englobamento
10% a 30%Parte do ganho que fica isenta se mantiveres o investimento mais de 2, 5 ou 8 anos
20.000 €Cobertura do fundo de indemnização se a corretora falir e faltarem ativos (em regra, 90%)
400 €Dedução máxima no IRS por entregas num PPR, até aos 35 anos

Fontes: Código do IRS (artigos 43.º e 72.º), Estatuto dos Benefícios Fiscais (artigo 21.º) e regras de proteção dos investidores da UE. Detalhe por corretora na comparação de corretoras.

Por onde começar

Escolhe a situação mais parecida com a tua.

Nunca investi

Antes da bolsa: fundo de emergência, dívidas caras pagas e um prazo de pelo menos 5 anos.

Quero investir um pouco todos os meses

Investir todos os meses o mesmo valor é a forma mais simples de começar e de manter o hábito.

Não sei que ETF escolher

Um ETF global e de acumulação é o ponto de partida mais comum. Vê as diferenças antes de comprar.

Não sei que corretora escolher

Compara custos, regulação, proteção do dinheiro e o que facilita o IRS.

Prefiro pouco risco ou penso na reforma

Há alternativas com garantia do Estado e produtos com benefício no IRS.

Quero perceber os impostos

Paga-se quando vendes com ganho e quando recebes dividendos.

Ferramentas

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Vais começar a investir?

O guia “Os primeiros 1.000 € investidos” mostra a ordem certa em 7 passos, do fundo de emergência ao ETF e à corretora, com os impostos explicados. E ao domingo recebes o Briefing da Semana.

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Perguntas rápidas

Posso começar com pouco dinheiro?

Sim. Várias corretoras deixam comprar frações de ETFs com 1 € ou menos. O mais importante é a regularidade e ter o fundo de emergência feito antes. Vê como investir 100 € por mês.

Os ETFs são garantidos?

Não. Um ETF diversifica, mas o valor sobe e desce com o mercado e podes perder dinheiro, sobretudo em prazos curtos. A proteção dos investidores cobre a falência da corretora, não as quedas do mercado.

Acumulação ou distribuição?

Num ETF de acumulação os dividendos são reinvestidos e não pagas imposto sobre eles enquanto não vendes. Num de distribuição recebes os dividendos e pagas 28% sobre eles todos os anos. Para quem está a construir património, a acumulação costuma ser mais eficiente.

Preciso de uma corretora portuguesa?

Não. Podes usar corretoras europeias reguladas. O que muda é o IRS: numa corretora estrangeira as vendas e os dividendos declaram-se no Anexo J. Vê a comparação das corretoras.

Quando pago imposto?

Quando vendes com ganho (mais-valias) e quando recebes dividendos: 28%, ou englobamento se te compensar. Se mantiveres o investimento mais de 2 anos, 10% do ganho fica isento (20% a partir de 5 anos e 30% a partir de 8).

Fontes: Código do IRS, Estatuto dos Benefícios Fiscais, CMVM e páginas de proteção dos investidores de cada corretora. A Academia das Finanças tem uma parceria de afiliados com a XTB, o que não muda os critérios das comparações (aviso de afiliados). Informação educativa, não é aconselhamento financeiro: investir tem risco de perda do capital.