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Crypto

As 5 Maiores Crashes da Crypto e o que Podemos Aprender

Por Academia das Finanças · Atualizado a 11 de outubro de 2026 · 4 min leitura

Regras verificadas a 8 de outubro de 2026. As leis e os valores mudam: antes de decidir, confirma no Portal das Finanças ou com um contabilista certificado.

O mercado de criptomoedas já viu fortunas a construir-se e a desaparecer em questão de meses. Conhecer as maiores crashes da história é uma lição que vale ouro — não para meter medo, mas porque quem não conhece a história está condenado a repeti-la.

1. O colapso de 2011 — O primeiro grande susto

Em Junho de 2011, o Bitcoin chegou aos 32 dólares pela primeira vez. Nos meses seguintes caiu para cerca de 2 dólares — uma queda de mais de 90%. Um dos gatilhos foi o ataque informático à Mt. Gox, na altura a maior exchange do mundo, poucos dias depois do máximo. O pânico instalou-se e quem não aguentou a pressão vendeu tudo.

Lição: A segurança das exchanges é um risco real. Nunca deixes nas plataformas mais do que estás disposto a perder.

2. O crash de 2013-2015 — Da euforia ao esquecimento

O Bitcoin passou de 13 dólares em Janeiro de 2013 para mais de 1.100 dólares em Dezembro. Em 2014, a Mt. Gox declarou falência após perder 850.000 Bitcoins. O preço colapsou e só voltou a superar o máximo de 2013 em março de 2017. Muitos declararam o Bitcoin morto — como têm feito repetidamente desde então.

Lição: Euforia extrema é normalmente um sinal de alerta. Quando toda a gente fala de um activo e toda a gente está a ganhar, é altura de ser cauteloso.

3. O inverno crypto de 2018 — A bolha dos ICOs

2017 foi o ano em que as criptomoedas entraram na consciência colectiva. O Bitcoin chegou a quase 20.000 dólares e surgiram centenas de novas moedas prometendo revolucionar tudo. A maioria eram esquemas sem qualquer substância. Em 2018, o mercado corrigiu brutalmente — o Bitcoin perdeu mais de 80% e muitas moedas foram a zero.

Lição: desconfia de projetos que prometem retornos garantidos ou que não têm um caso de uso claro.

4. O colapso do Terra/Luna em 2022 — dezenas de milhares de milhões evaporados

No pico, a LUNA chegou a valer cerca de 40 mil milhões de dólares em bolsa. Em Maio de 2022, o mecanismo que mantinha a stablecoin UST ligada ao dólar colapsou. Em menos de uma semana, a LUNA passou de 80 dólares para fracções de cêntimo. Pessoas com as poupanças de vida inteira investidas perderam tudo.

Lição: Entende o mecanismo por detrás do que compras. “Algorítmico” e “estável” raramente combinam bem.

5. O colapso da FTX em 2022 — Quando a exchange falha

Sam Bankman-Fried era visto como o rosto responsável da indústria crypto. A sua exchange FTX era uma das maiores do mundo. Em Novembro de 2022 revelou-se que os fundos dos clientes tinham sido usados para cobrir perdas da empresa irmã. A FTX colapsou em dias, milhares ficaram sem acesso às suas criptomoedas e Bankman-Fried foi condenado a 25 anos de prisão.

Lição: “Not your keys, not your coins.” Usa carteiras pessoais para valores significativos.

O padrão que se repete

Olhando para todas estas crashes há um padrão claro: euforia, excesso, colapso, recuperação. O mercado crypto é jovem e volátil. Isso significa oportunidade — mas também risco real. A melhor proteção é o conhecimento.

Fontes: Bitcoin Magazine, a bolha de 2011 (máximo de 31,91 dólares e queda de 93%), NPR/MPR News, falência da Mt. Gox e 850.000 bitcoins perdidos (28/2/2014), Bloomberg, bitcoin em novo máximo histórico (3/3/2017), SEC, acusação contra a Terraform Labs e Do Kwon (colapso da UST/LUNA em maio de 2022), Departamento de Justiça dos EUA, Bankman-Fried condenado a 25 anos (28/3/2024). Consultadas a 8 de outubro de 2026. Informação educativa, não é aconselhamento financeiro.

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