Israel Violou o Cessar-Fogo e o Irão Fechou o Estreito de Ormuz Novamente
Durou poucas horas. O cessar-fogo entre os EUA e o Irão, anunciado na madrugada de quarta-feira com grande pompa, já está em risco de colapso. Israel continuou a bombardear o sul do Líbano, o Irão voltou a fechar o Estreito de Ormuz, e a Marinha iraniana enviou rádio-mensagens a avisar que qualquer navio que tente passar sem autorização “será destruído”.
O que Aconteceu
Horas depois do cessar-fogo entrar em vigor, Israel lançou uma das maiores ofensivas do conflito no Líbano — atingindo mais de 100 posições do Hezbollah. Para o Irão, que considera o cessar-fogo como abrangendo o Líbano, isto é uma violação direta do acordo.
A resposta foi imediata: o Irão voltou a fechar o Estreito de Ormuz e ameaçou romper definitivamente a trégua. As Forças Armadas iranianas iniciaram a identificação de novos alvos para resposta militar. Apenas dois navios tinham conseguido atravessar o Estreito desde o início do cessar-fogo.
O Problema: Cada Um Leu o Acordo à Sua Maneira
Trump afirmou que o Líbano não está incluído no cessar-fogo. O Paquistão, mediador do acordo, disse que sim. O Irão disse que sim. Israel disse que não.
Esta ambiguidade fundamental estava no coração do acordo desde o início — e agora explodiu. O Estreito voltou a fechar. Os mercados reagiram novamente em alta no petróleo.
O que Isto Significa Para os Mercados
O petróleo, que tinha caído 16% esta manhã, recuperou parte das perdas com o novo fecho do Estreito. A volatilidade extrema é agora a norma — e vai continuar enquanto o acordo permanecer frágil e ambíguo.
As negociações em Islamabad, marcadas para sexta-feira, vão determinar se este cessar-fogo sobrevive. Por agora, o Estreito de Ormuz continua a ser o termómetro da crise — quando fecha, o petróleo sobe; quando abre, desce.