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Economia & Política

Irão reabre o Estreito de Ormuz: petróleo despenca 11% e Trump agradece

Por O Lobo das Finanças · 17 de Abril de 2026 · 3 min leitura

O dia 17 de abril de 2026 ficará marcado nos mercados energéticos globais. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, declarou o Estreito de Ormuz completamente aberto para a passagem de todas as embarcações comerciais, durante o restante período do cessar-fogo com os Estados Unidos. A reação foi imediata: o barril de petróleo perdeu 11% em minutos.

O que é o Estreito de Ormuz e porque importa tanto

O Estreito de Ormuz é o corredor marítimo mais estratégico do mundo em termos energéticos. Antes do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural comercializados no planeta passavam por ali. Quando o Irão o fechou como retaliação aos ataques americanos e israelitas, a restrição dos envios em mais de 90% — equivalente a cerca de 10 milhões de barris por dia — fez disparar os preços do crude e aumentou os custos de energia e de produção agrícola a nível global. O Brent chegou a subir entre 10 e 13%, com analistas a avisar que podia atingir os 100 dólares por barril.

A cronologia da crise

O conflito teve início a 28 de fevereiro, com a ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica. Em meados de março, Trump exigiu que a NATO e a China ajudassem os EUA a reabrir o estreito. A 8 de abril foi acordado um cessar-fogo temporário — mas o Irão passou a controlar o tráfego e a cobrar taxas superiores a um milhão de dólares por navio. Só esta sexta-feira, com o anúncio de Araghchi, a abertura se tornou efetiva para o comércio internacional.

Há ainda cerca de 140 navios de petróleo e gás retidos no Golfo à espera de poder circular livremente. Numa semana em que as rotas marítimas globais estão no centro das atenções, o Canal do Panamá é outro ponto de tensão geopolítica que vale a pena acompanhar.

Trump celebra — com reservas

Donald Trump foi rápido a reagir. Na sua rede Truth Social escreveu em letras maiúsculas que o Estreito de Ormuz estava totalmente aberto e pronto para passagem total, agradecendo ao Irão pela decisão. Descreveu o momento como um dia grandioso e brilhante para o mundo e afirmou que o Irão concordou em nunca mais fechar o estreito.

Porém, o bloqueio naval americano aos portos iranianos vai manter-se até que ambos os lados cheguem a um acordo definitivo para pôr fim ao conflito. Trump acrescentou ainda que o Irão, com apoio dos EUA, está a remover minas marítimas da região — condição essencial para garantir a segurança da navegação.

O que significa para o teu bolso

Uma queda sustentada no preço do petróleo tem efeitos diretos no dia a dia: descida nos preços dos combustíveis, menor pressão inflacionista nos transportes e na produção alimentar, e potencial alívio nas taxas de juro se a inflação global arrefecer. Para Portugal, onde a inflação ainda pressiona os orçamentos familiares, esta pode ser uma das melhores notícias económicas dos últimos meses — sobretudo se o cessar-fogo se transformar em paz duradoura.

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